A fotografia não passa de um simples momento congelado. Mentira! Descordem e desconssiderem quem disser algo neste sentido.
A fotografia é muito mais que luz e sombra. Ela envolve emoções, cores, monocromos, instantes que poderão ser mostrados e relembrados.
Se recordar é viver, a fotografia guarda doses homeopáticas de vida para um futuro de morte emocional. É um remédio!
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Hoje, resolvi que escreveria sobre a cropagem. Prática que permite ao fotojornalista/autor pontuar o que viu. Ou, para o editor, permite dar uma ênfaze maior ao que achar interessante.
Na imagem abaixo temos uma cena que poderia passar despercebida a um fotógrafo, mas, não a um fotojornalista.
Este recorte do cotidiano é simples e cheio de signos e possíveis conclusões:
1- A mãe está com vergonha pq eu "mirava" em sua direção;
2 - A menina chora com os cabelos desarrumados;
3 - O irmão com a pesada mochila tem o rosto franzido como quem diz "Putz!"
4 - E por aí vai...
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Perceba como o Crop - ou recorte, como preferirem - difere uma imagem original de uma editada:
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| FotoRegistro Original |
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| Aqui excluimos o irmão do registro |
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As veias da mão da mãe, de fato aparecem. E a estampa da camisa contrasta com o rosto choroso
da menina |
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| Pq ele está com uma cara de desiludido? |
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Poderia ser facilmente usada em uma matéria sobre maus tratos
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(Fotos: João Guilherme/Gazeta do Paraná) ****EXCLUSIVO GAZETA**** |